Lula e Geisel, crises anunciadas
"O programa de grandes obras do governo Lula parece com o do regime militar. São obras faraônicas. Caríssimas já no lançamento e ficam cada vez mais caras durante a execução. O trem-bala tornou-se mais caro ainda no edital. Em 2008, custaria uns R$ 20 bilhões. Dois anos depois, o edital projeta um custo de R$ 33 bilhões - um aumento de mais de 50% quando a coisa nem saiu do papel. Não é de estranhar que especialistas duvidem desse preço. Como duvidam do preço de outra megaobra, a usina de Belo Monte. Como no regime militar, o financiamento das obras é essencialmente do governo. Um sinal de que o equilíbrio econômico só existe com dinheiro público. Empresas privadas entram como contratadas, não colocam seu capital para correr o risco dos projetos. Os projetos de Lula têm problemas de viabilidade e, no geral, exigem um esforço financeiro além da capacidade (e das necessidades) do país", artigo de Carlos Alberto Sardenberg
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