Lixo de sobra
A Prefeitura de SP estuda mudanças na coleta seletiva de lixo na cidade. Os resíduos hoje são recolhidos em prédios e residências e entregues em 17 cooperativas de catadores. Elas separam os materiais, que depois são vendidos para empresas que trabalham com papel, plástico e alumínio reciclados. A administração quer quebrar o monopólio das cooperativas, que hoje estão lotadas e não conseguem processar todo o material recebido -cerca de 150 toneladas por dia. Como as cooperativas estão cheias, as companhias que recolhem os resíduos separados por moradores acabam misturando tudo de novo e jogando em aterros comuns. A ideia é que também empresas privadas possam receber o material coletado -
A lei do lixo
"O Brasil, por exemplo, detém o recorde mundial no que tange a latas de alumínio (com mais de 90% de reaproveitamento) e fica à frente da Comunidade Europeia quando se trata de reutilizar as garrafas tipo PET. Não é, portanto, do zero que nasce a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo projeto foi aprovado pelo Congresso, depois de duas décadas de espera. O novo diploma não terá o dom de modificar a realidade de maneira radical, de uma hora para outra. Mas impõe um caminho a ser seguido pelas diversas esferas de governo, que serão obrigadas a formular planos e metas para o descarte de resíduos. Apesar da longa espera, o país ganha com a nova lei um aperfeiçoamento institucional valioso", editorial
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