Itália volta a decepcionar, confirma fiasco e dá adeus à pior Copa de sua história
Do UOL Esporte
Em São Paulo
Desta vez, o peso da camisa não fez a diferença. A Itália voltou a decepcionar e não evitou a tragédia em Johanesburgo nesta quinta-feira. Novamente sem inspiração, a Azzurra acabou superada pela Eslováquia por 3 a 2. Desta forma, foi eliminada com sua pior participação na história dos Mundiais e de quebra viu o rival do leste europeu se classificar após um duelo dramático e decidido nos acréscimos.
Vittek abriu o placar após erro de De Rossi com 24min de partida
Strba sofreu um severo corte no joelho, mas continuou no duelo
Marcello Lippi tentou, mas não evitou a queda da atual campeã
AS MELHORES FOTOS DO JOGO
Risco: O técnico Vladimir Weiss sacou seu filho, destaque do time até então, e a aposta deu certo. A Eslováquia dominou o rival durante boa parte do jogo sem o meia
Desordenada: Desde o começo, a Itália não impôs seu estilo e abusou dos erros nos passes
Tarde demais: Pirlo entrou no segundo tempo como se fosse o salvador italiano. O jogador melhorou bastante a criação do time, mas não evitou a eliminação
Esta é a primeira vez que a seleção italiana deixa um Mundial sem vencer. Mas em nenhum momento, a esquadra azul deu sinais de que seu destino seria diferente. Após duas partidas sem convencer, a equipe de Marcello Lippi não desencantou e voltou a abusar dos erros nesta quinta. Como resultado, só pôde lamentar a eliminação.
Na verdade, a Itália já havia chegado à África do Sul sob forte clima de desconfiança. A equipe estava tão em baixa, que não havia vencido um jogo sequer em toda a temporada. Ainda assim, havia a expectativa que tudo mudaria no Mundial, o que não aconteceu.
Melhor para a Eslováquia, que quebrou todos os prognósticos e ratificou a classificação à segunda fase em sua primeira participação na Copa desde 1990, quando ainda formava, junto com a atual República Tcheca, a Tchecoslováquia. O Paraguai encerrou o grupo F na liderança, com cinco pontos, seguido pelo time do leste europeu (quatro pontos), Nova Zelândia (3) e Itália (2).
A partida começou com um problema até então inédito para a atual campeã no torneio. Com bom aproveitamento de passes, a Eslováquia dominou mais de 60% da posse de bola e deu poucas chances à equipe de Marcello Lippi. Porém, mesmo quando saía para o jogo, a Azzurra não correspondia. Tanto, que aos 24min Vittek aproveitou erro de De Rossi na saída de bola e abriu o placar.
Bastou apenas isso para a apreensão tomar conta dos italianos. A imagem de Buffon e Pirlo no banco de reservas ilustrava bem esse sentimento: sem poder atuar por lesão, os dois exibiam semblantes de desespero enquanto o time lutava em vão para empatar o duelo até o intervalo.
Lippi fez o que pôde para mudar o jogo no início do segundo tempo. Promoveu as entradas de Quagliarella e Maggio, mas as mudanças não alteraram o panorama da partida. A Itália seguiu com dificuldades para se aproximar da área rival, enquanto a Eslováquia se segurou na defesa.
Insatisfeito, Lippi apostou em sua última cartada: colocou Pirlo, que ainda se recuperava de lesão, para evitar o desastre. Mas a Itália não tinha nada a seu favor. E contou ainda com um lance extremamente duvidoso aos 21min, quando Skrtel afastou a bola em cima da linha do gol.
No fim, nada fez efeito para os atuais campeões. Aos 28min, Vittek voltou a marcar após cobrança de escanteio. Sete minutos depois, Di Natale descontou e manteve as esperanças dos italianos. Mas a Eslováquia se segurou e selou o rumo da partida com gol aos 43min de Kopunek. Aos 46min, Quagliarella ainda fez o segundo da Azzurra, mas não evitou a queda da equipe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário