Em três meses, cinco acidentes com adutoras de água afetam Grande SP
O mais recente deles ocorreu nesta quarta-feira (12) na Zona Sul da capital.
Sabesp agora diz que abastecimento será normalizado até a 0h.
Do G1 SP
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Em três meses, cinco acidentes afetaram tubulações de água da Sabesp que passam sob a Grande São Paulo, prejudicando o abastecimento. O mais recente deles ocorreu na manhã desta quarta-feira (12) na Estrada do M'Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo. O vazamento ocorreu por volta das 6h40 e afetou 50 mil pessoas. A Sabesp informou no meio da tarde que o fornecimento seria restabelecido até a manhã de quinta-feira (13) mas, mais tarde, fez uma revisão na projeção e informou que o serviço deve ser restabelecido entre as 21h e a 0h.
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Faixas são liberadas na Estrada do M’Boi Mirim Adutora se rompe e alaga rua da Zona Sul de São Paulo Em 2 de maio, cinco casas desabaram em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e 170 mil moradores ficaram sem água. Em 10 de maio, uma adutora se rompeu na Rua do Oratório, na Mooca, e 20 mil pessoas ficaram sem água. Em 18 de abril, o rompimento foi no Jardim Imperial, na Zona Norte da capital. Em 7 de fevereiro, ocorreu o maior dos acidentes: o rompimento da adutora Teodoro Ramos, na região do Morumbi, que deixou 750 mil pessoas sem água.
O diretor metropolitano da Sabesp disse que a idade das adutoras - algumas com mais de 90 anos - não é o maior problema. O crescimento desordenado da cidade aumentou o risco por causa das construções sobre a tubulação. Por isso, ele aponta a manutenção preventiva como uma das saídas para evitar acidentes.
"Nós temos um sistema preventivo. Estamos acompanhando a evolução das idades. Em casos mais crônicos fazemos filmagens e, se for o caso, fazemos a limpeza e a nova recuperação é feita através de revestimento. Raspa-se a tubulação, tira-se a corrosão que existe. Estamos recuperando essa tubulação, mas risco zero não existe”, afirmou.
A SPTrans informou que o corredor da Estrada do M' Boi Mirim está liberado para o trânsito desde as 10h40 e que, portanto, as linhas operarão normalmente na volta da população para casa. A Companhia de Engenharia de Tráfego informou que não haverá esquema especial para orientar os motoristas na região.
A adutora foi analisada há 3 meses, de acordo com a Sabesp. Na vistoria, engenheiros não identificaram problemas na rede nem vazamento. Segundo a companhia, o incidente desta quarta foi inesperado. “Foi um arrebentamento de rede. Uma luva [peça utilizada na junção de adutoras] arrebentou e apresentou um vazamento”, afirmou Meunim Oliveira, gerente de departamento da região Sul da Sabesp.
Cerca de 50 mil pessoas estão sem abastecimento de água após o rompimento. Inicialmente, a companhia chegou a prever que cerca de 100 mil pessoas estavam com o fornecimento comprometido.
Segundo Oliveira, a adutora afetada é de 700 milímetros e abastece pouco mais de 100 mil pessoas. Entretanto, o problema aconteceu em uma ramificação dela, de 500 milímetros, que atende 50 mil pessoas. “Conseguimos reduzir o fechamento apenas para a ramificação”, explicou.gil
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