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sábado, 29 de maio de 2010

Policiais suspeitos de matar motoboy deixam a prisão em SPDa Redação


cidades@eband.com.br

Os doze Policiais Militares que estavam sendo investigados como suspeitos pela morte do motoboy Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos foram libertados pela Justiça na madrugada desta sexta-feira. Os suspeitos estavam presos desde o final de abril.



A liberação aconteceu após o fim do término da prisão preventiva, de 30 dias. A PM informou que a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu o inquérito para apurar a possível participação de soldados da 1ª companhia do 9º Batalhão na morte da vítima e, caso entenda que os suspeitos são culpados, eles podem voltar à cadeia.



O crime



Os policiais sob investigação da corregedoria são acusados de terem torturado e matado o motoboy Eduardo dos Santos no dia 9 de abril. Os policiais suspeitos estavam de plantão durante àquela noite e foram chamados para atender a uma ocorrência, o furto de uma bicicleta.



No local estavam Eduardo e mais outros três rapazes. Segundo testemunhas, um dos militares agrediu Eduardo, que discutia com outros homens. O motoboy teria reagido à abordagem. No entanto, em vez de levar os quatro para a delegacia, os PMs foram direto para o quartel, que fica ao lado do distrito. Lá, segundo os rapazes, Eduardo teria sido submetido a uma sessão de tortura.



Horas depois, a vítima foi encontrada caída em uma esquina da zona norte da capital. Eduardo foi levado ao hospital onde faleceu. Sem identificação, a família só encontrou o corpo dele quatro dias depois, já no Instituto Médico Legal (IML).



No dia 30 de abril, o governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, assinou um decreto que autoriza o pagamento de indenização à família do motoboy. gil

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