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Energia
Governo quer mais usinas em reservas da Amazônia
Quase um terço da expansão da oferta de energia no País na próxima década, em consulta pública pelo governo desde anteontem, está baseado em seis hidrelétricas a serem instaladas em unidades de conservação na Amazônia. Juntas, elas têm potência equivalente a uma nova Belo Monte, recentemente leiloada no Pará. Análise do Plano Decenal de Energia 2019 mostra que usinas com potência de 10.907 MW na bacia do Rio Tapajós, no Pará, ocuparão até áreas de parques nacionais. A lista das usinas programadas para unidades de conservação completa-se com mais quatro usinas no Rio Jamanxim: Cachoeira do Caí, Jamanxim, Cachoeira dos Patos e Jardim do Ouro. Juntas, somam 2.438 MW. A ideia do governo é implantar nessa região as chamadas "usinas-plataforma", com canteiros de obras reduzidos e posterior recuperação de parte da área usada na construção - OESP, 6/5, Economia, p.B10.
Construção de hidrelétricas em unidades de conservação
O licenciamento ambiental de hidrelétricas de unidades de conservação dependerá até da aprovação de projetos de lei pelo Congresso, prevê Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes. No início de abril, o presidente Lula assinou decreto autorizando estudos de viabilidade ambiental de novas hidrelétricas em unidades de conservação. O Plano Decenal de Energia transformou o que era uma possibilidade em projetos de hidrelétricas com datas de inauguração definidas. O projeto de construção das usinas nos parques nacionais de Jamanxim e Amazônia e nas florestas nacionais de Altamira, Itaituba 1 e 2 e Jamanxim, exigirá mudança no limite territorial dessas unidades, por meio de projeto de lei. Mauricio Tolmasquim, da EPE, disse que a intenção do governo é compensar a área das usinas em áreas próximas às unidades de conservação - OESP, 6/5, Economia, p.B10.
Petrobrás terá usina de biodiesel no Pará
O presidente da Petrobrás Biocombustível, Miguel Rossetto, anunciou ontem em Belém a construção de uma usina de biodiesel no Pará. Rossetto disse que a usina produzirá 120 milhões de litros por ano e irá abastecer a região Norte. O suporte à usina será a instalação de dois complexos industriais de extração de óleo de palma. Na visita do presidente Lula nesta quinta-feira a Tomé-Açu, no Pará, ele lançará o Programa Nacional de Óleo de Palma e irá à área do viveiro, com 1 milhão de mudas. O projeto, denominado Biodiesel Pará, envolverá 2.250 agricultores familiares com o plantio de palma. As plantações ficarão localizadas em uma das áreas mais degradadas do nordeste paraense - OESP, 6/5, Negócios, p.B16.
Vale tem interesse em Belo Monte
O presidente da Vale, Roger Agnelli, não descarta a entrada da companhia como autoprodutora no projeto da usina de Belo Monte, caso seja convidada pelo consórcio Norte Energia, vencedor do leilão. Maior consumidora de energia elétrica do País, a Vale enxerga na tarifa de R$ 77,97 megawatt/hora um bom negócio. Agnelli disse que a empresa estava disposta a pagar até mais pela energia gerada em Belo Monte - OESP, 6/5, Negócios, p.B16; FSP, 6/5, Dinheiro, p.B18; O Globo, 6/5, Economia, p.27.
Energia limpa
"O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2019) contém avanços em relação às versões anteriores. Suscita, porém, dúvidas, que precisam ser dirimidas nos próximos 28 dias -o prazo previsto para sugestões. O passo à frente está na prioridade conferida às fontes renováveis na expansão da oferta de energia. O governo projeta manter as renováveis num percentual em torno de 48% da energia total consumida no país. A partir de 2013, toda a expansão se faria com usinas hidrelétricas. É um quadro, entretanto, demasiado otimista, pois conta com obras ainda duvidosas. O PDE 2019 programa para janeiro de 2015 a operação de Belo Monte. São menos de cinco anos. Para uma usina tão complexa e controversa, que acabou de ser leiloada e ainda passa por recomposição do consórcio vencedor, a expectativa soa exagerada", editorial - FSP, 6/5, Editoriais, p.A2. gil
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