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segunda-feira, 29 de março de 2010

Que abisurdo.

Bombeiros transportam corpo de uma das vítimas dos atentados no centro de Moscou. Duas explosões atingiram o sistema de metrô da cidade durante a manhã desta segunda-feira (29)

Atualizada às 9H


Duas explosões foram registradas na manhã desta segunda-feira (29) nas estações Lubyanka e Park Kultury do metrô de Moscou, na Rússia. Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (da sigla FSB, antiga KGB), as explosões causaram a morte de mais de 30 pessoas e foram efetuadas por duas mulheres suicidas de origem ainda desconhecida. Os últimos números de vítimas apontam para 37 mortes e mais de cem feridos, dizem autoridades.

Os atentados ocorreram no início do horário de pico em Moscou e paralisaram completamente a principal linha de transporte metropolitano da cidade. De acordo com o Ministério de Emergência do país, a primeira explosão aconteceu pouco antes das 8h (horário local, 2h de Brasília) na estação Lubyanka. Em informações ainda desencontradas, essa primeira explosão causou a morte de pelo menos 23 pessoas e um número incerto de feridos, segundo a emissora norte-americana CNN.

Já segundo a agência de notícias AFP, o número de mortes na estação de Lubianka foi de 23 mortos e 18 feridos. A estação fica na praça de mesmo nome, que abriga a sede da FSB, que na época da União Soviética usava o edifício para interrogar e eliminar dissidentes do regime.

O segundo atentado, executado na estação Park Kultury às 8h40 (horário local), matou pelo menos 12 pessoas e deixou 15 feridos, segundo a AFP.

Até o momento, ninguém reinvindicou a autoria da explosão. De acordo com jornal "The New York Times", o governo acredita que as explosões foram ocasionadas por grupos separatistas da Chechênia.

Fontes do governo revelaram à agência EFE que as equipes de resgate encontraram pedaços de corpos de duas terroristas que causaram as explosões nas duas estações.

O prefeito de Moscou, Yury Luzhkov, informou que as explosões foram causadas por 300 a 400 gramas de explosivos enrolados nos corpos de cada uma das mulheres suicidas.

Testemunhas contaram sobre o pânico em duas estações subterrâneas, com as pessoas caindo umas sobre as outras em meio à densa fumaça e poeira quando tentavam escapar.

Por conta do trabalho dos bombeiros e temendo novos ataques, a linha do metrô onde aconteceram as explosões foi fechada pela polícia russa, o que provocou caos e pânico entre os passageiros. O tráfego foi interrompido em várias regiões do centro da capital russa e as linhas telefônicas também foram afetadas e muitas estão mudas.

As explosões que atingiram Moscou afetaram a linha de metrô mais movimentada da capital russa, que transporta todos os dias cerca de 2 milhões de pessoas. Segundo a TV e a rádio estatal russa, há pelo menos seis anos o país não registrava ações terroristas como as ocorridas nesta manhã.

Reação oficial

Devido aos ataques, o presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou guerra contra o terrorismo no país. "A política de esmagamento do terror em nosso país e a luta contra os terroristas continuará. Prosseguiremos as operações contra os terroristas sem vacilações e até o final", disse Medvedev em comunicado distribuído pelo Kremlin.

O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", informou as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev, que lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente, insuficientes".

O presidente russo ressaltou a importância de "reforçar" a segurança antiterrorismo e aplicar essas medidas não só na escala local, mas nacional.

"Prevenir atentados desta classe é um assunto complicado, da mesma forma que garantir a segurança no transporte", afirmou. O chefe do Kremlin pediu às forças de segurança para "controlarem com firmeza a situação, mas sem violar os direitos dos cidadãos". Também pediu às autoridades para oferecer toda a ajuda necessária às vítimas, a seus parentes e a outros afetados pelo pânico causado pelo atentado.

Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na República da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.

Os "terroristas" responsáveis pelos atentados desta segunda-feira serão capturados e aniquilados, declarou o primeiro-ministro russo Vladimir Putin. "Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos", afirmou Putin durante uma visita à cidade siberiana de Krasnoyarsk. "Os terroristas serão aniquilados", completou.

*Com informações das agências internacionais, da CNN e do jornal The New York Times

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